Você não parece ter sido feita pra ser amada....e talvez justamente por causa dessa grande tragédia, todos se sentem na obrigação de te amar, porque porque porque.... deixe-me ver uma explicação..
Acho que acaba cabendo em nós algum tipo de admiração por tudo o que 'não é'. Se algo 'é', nós fazemos questão de tornar o que 'não é'. Você 'não é' mas te tornamos 'é', o que é muito engraçado, porque temos uma ânsia maldita em querermos ser iguais aos outros mas quando se trata de idéias, fazemos questão de dizer que pensamos diferente, que pensamos melhor, ou melhor ainda, que pensamos pior mas a idéia do pior nos parece mais 'humana' mais 'politicamente incorreta', e por isso mais aceitável. Você então se faz politicamente incorreta e abraçamos a sua idéia e caímos no seu jogo. Esperta, eu diria. Mas você não sabe sair dele, este é o ponto.
E sabe o que mais? Eu adoro ser enganada. Mas eu sei que nesse jogo de contrário, quem se engana o tempo todo é você.
sábado, 15 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
Eu cresci rápido demais. Nunca gostei de ser criança, de ser tachada de criança e ser olhada como criança, então talvez por isso sempre repudiei os risos infantis, os pensamentos fantasiosos e brincadeiras de imaginação em excesso; era preciso que houvesse algum elemento que pudesse me fazer acreditar que era real, para que eu não ficasse pairando na fantasia sem saber como colocar os pés no chão.
Hoje em dia eu reconheço isso e me machuca porque eu percebi que meus pensamentos são por demais adultos, sobre restrição, generalização, realidade e ainda mais liberdade. Tudo ou é ou não é. Você é de um jeito ou de outro. Você NÃO PODE ser daquele jeito porque é inaceitável. Isso NÃO EXISTE. Isso NÃO ESTÁ CERTO. Isso NÃO PODE ACONTECER. Eu me sinto confortável assim, pra te dizer a verdade. Porque apenas colocando rótulos ainda que inúteis eu sei que cada coisa fica em seu lugar. Nada fica pairando com o risco de eu não conseguir pegar. Isso me deixa segura.
Mas eu sei que o mundo não pode ser dirigido dessa maneira então eu me envergonho. Embora se não fosse esse mundo que QUER que eu recupere a fantasia e a liberdade porque a diversidade hoje em dia te OBRIGA a ser tudo ao mesmo tempo. Você não é mais uma coisa só então logo você tem que ser tudo senão se sente um nada. É quase um dever voltar a ser inocente. Coisa que não é inocente coisa nenhuma. Se eu não soubesse que sou de um jeito, se eu não me rotulasse, eu até poderia. Mas.
Hoje em dia eu reconheço isso e me machuca porque eu percebi que meus pensamentos são por demais adultos, sobre restrição, generalização, realidade e ainda mais liberdade. Tudo ou é ou não é. Você é de um jeito ou de outro. Você NÃO PODE ser daquele jeito porque é inaceitável. Isso NÃO EXISTE. Isso NÃO ESTÁ CERTO. Isso NÃO PODE ACONTECER. Eu me sinto confortável assim, pra te dizer a verdade. Porque apenas colocando rótulos ainda que inúteis eu sei que cada coisa fica em seu lugar. Nada fica pairando com o risco de eu não conseguir pegar. Isso me deixa segura.
Mas eu sei que o mundo não pode ser dirigido dessa maneira então eu me envergonho. Embora se não fosse esse mundo que QUER que eu recupere a fantasia e a liberdade porque a diversidade hoje em dia te OBRIGA a ser tudo ao mesmo tempo. Você não é mais uma coisa só então logo você tem que ser tudo senão se sente um nada. É quase um dever voltar a ser inocente. Coisa que não é inocente coisa nenhuma. Se eu não soubesse que sou de um jeito, se eu não me rotulasse, eu até poderia. Mas.
다행이다...
É como se eu estivesse solta no espaço e tivesse um monte de fios que poderiam me dar um pouco de segurança, mas que não consigo agarrar... até que agarro um pelas pontas. Vamos ver se vou cair.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Eu sabia que uma hora ele se viraria para mim, e então abaixei a cabeça e agi como se nada estivesse acontecendo, afinal quem sabe seria só impressão... mas não foi.
'Você é importante', ele disse, enquanto tocava meu ombro, e nós três desatávamos a rir de vergonha da situação que se formou por culpa dele. Ah claro, ele tinha toda a razão. E justamente por ter prestado atenção na minha conversa e ter me dito algo simples e direto, eu senti uma tremenda vergonha pelo que tinha falado antes. Hoje de manhã eu encontrei um garoto de blusa azul. Tinham mil detalhes nele que faziam ele ser o único digno da minha atenção, mas o principal dele era a blusa azul. E logo mais, no almoço, eu percebi que todas as pessoas bonitas ali estavam vestindo azul. E foi ali que tornei a vê-lo. O azul-real dele era o mais bonito de todos. E então o desejei, e disse à Juliana como eu me sentia quando via alguém daquele porte sendo obrigado a respirar o mesmo ar que eu. Como se eu pudesse um dia estar no nível dele e me fazer mais importante não rápido quanto ele foi para mim em questão de segundos.
'Você é importante' e eu não sei se era tom de ironia ou porque queria que eu me sentisse u cadinho melhor.. seja o que for, ele não tinha a intenção de me deixar mal, eu lhe dei uma chance e descobri como ele era doce. Façamos de coisas que para nós eram importantes. Ele me fez me sentir importante.... acho que mais que o que o garoto de blusa azul faria.
'Você é importante', ele disse, enquanto tocava meu ombro, e nós três desatávamos a rir de vergonha da situação que se formou por culpa dele. Ah claro, ele tinha toda a razão. E justamente por ter prestado atenção na minha conversa e ter me dito algo simples e direto, eu senti uma tremenda vergonha pelo que tinha falado antes. Hoje de manhã eu encontrei um garoto de blusa azul. Tinham mil detalhes nele que faziam ele ser o único digno da minha atenção, mas o principal dele era a blusa azul. E logo mais, no almoço, eu percebi que todas as pessoas bonitas ali estavam vestindo azul. E foi ali que tornei a vê-lo. O azul-real dele era o mais bonito de todos. E então o desejei, e disse à Juliana como eu me sentia quando via alguém daquele porte sendo obrigado a respirar o mesmo ar que eu. Como se eu pudesse um dia estar no nível dele e me fazer mais importante não rápido quanto ele foi para mim em questão de segundos.
'Você é importante' e eu não sei se era tom de ironia ou porque queria que eu me sentisse u cadinho melhor.. seja o que for, ele não tinha a intenção de me deixar mal, eu lhe dei uma chance e descobri como ele era doce. Façamos de coisas que para nós eram importantes. Ele me fez me sentir importante.... acho que mais que o que o garoto de blusa azul faria.
Eu rio de mim mesma logo após me referir a você como uma divindade. Como é que a minha ansiedade de acreditar em algo belo e perfeito faz de você o refém dos meus sentimentos. Fico pensando se poderia ser qualquer um em vez de você.. talvez sim. Mas eu penso que minha escolha foi boa. Te venerar é bom, me coloca em uma prazerosa posição de [submissão]conforto. Ter irgulho de mostrar-se capaz de dedicar a alguem de forma quase, não sei dizer, religiosa, e uma coisa significante em certos lugares. Mas não é sempre assim. Então me preocupo. E então te guardo no bolso. Ninguém precisa saber o quanto somos felizes juntos. Você não é feliz?
Não é que é ruim 'fazer história'. Na verdade eu não sei daonde vem esse medo, como se fosse uma vergonha não de existir, mas existir da maneira errada. Tudo o que eu sou foi uma coisa tornada maior, ou não. Uma coisa que já existia. Nada foi criado por mim, não por depois apontarem o dedo perguntando o que eu fiz, asm de não conseguir manter e tudo sumir.. Mas nada some por inteiro... sempre alguém vai se lembrar. E eu tenho medo desse alguém. É um medo cego, não sei daonde vem. Mas é o que eu tenho.
O cheiro enjoativamente infantil dele estava entranhado nas minhas mãos depois de se entrelaçar com as dele, que eram tão macias e tão quentes que suavam perigosamente. Mas era confortante. Ele era bonito e muito delicado, com a pele mais macia que jpa toquei, e tudo o que eu queria erar ficar com ele como cuidar de uma boneca. Foi quase como se apaixonar como uma garota... ali eu não era mais uma garota. Eu era um monstro que não sabia mais fazer carinho. Teve um momento em que nossos olhos se encontraram e não se desfizeram... eu sou uma pessoa que sepre foge mas isso não aconteceu dessa vez. Talvez porque eu sabia que VOCÊ ia fugir [o que no final você fez], então eu me sentia na obrigação de cuidar que tivéssemos alguma relação memorável por alguns minutos... alguma coisa que você pudesse se lembrar. O nosso encontro na verdade foi a minha 'segunda vez'. A minha primeira tinha sido desastrosa, com alguém que tanto não sabia conduzir como eu também não sabia como dizer o qu eu queria. Dessa vez fiz certo, pena que foi com a pessoa errada... Mas quem sabe a maciez das suas mãos tenham sido uma preparação da rigidez que eu procuro há tanto tempo...
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