sábado, 30 de janeiro de 2010

Se você sabe do que estou falando

...e mesmo assim não está me chamando de MALUCA, se você sabe, se você sente medo ou está em metamorfose como eu, LEIA:

http://tinyurl.com/yjn833o
http://tinyurl.com/yjjumac
http://tinyurl.com/yftqeza

"Stories buried and untold
Someone is hiding the truth (Hold on)
When will this mystery unfold
And will the sun ever shine
In the blind man's eyes when he cries

You can change the world (I can't do it by myself)
You can touch the sky (It's gonna take somebody's help)
You're the chosen one (I'm gonna need some kind of sign)
If we all cry at the same time tonight
[...]
Faces filled with madness
Miracles unheard of (Hold on)
Faith is found in the winds
All we have to do is to reach for the truth, the truth

You can change the world (I can't do it by myself)
You can touch the sky (It's gonna take somebody's help)
You're the chosen one (I'm gonna need some kind of sign)
If we all cry at the same time tonight...."
("Cry")

Medo do desconhecido III

2012. Morte. Não-morte. Apocalipse. Death Hoax. Simbologias. Mensagens Subliminares. Caixões, tumbas, cemitérios. Sobrenatural. Bíblia Sagrada. 25 de junho. Política.
A primeira coisa que vejo quando entro na internet são esses itens, por blogs, pesquisas, reportagens, enfim. É disso tudo o que eu tinha medo e continuo tendo. Eu até odiava [e odeio] certas coisas, como política, palavra que eu odiava antes mesmo de saber o que era [e confesso que não entendo de política até hoje assim mesmo], mas passei a ter nojo daquela velha expressão 'odeio-porque-odeio-e-pronto' e resolvi ver o que estava à minha frente.
Aí fiquei com medo. Medo porque vi que as coisas eram maiores e mais sérias do que eu pensava, que abrigavam coisas maiores ainda, maiores do que a minha capacidade mental. O que não é novidade, pois eu tenho medo do que é grande, tenho medo de não dar conta e essas informações, fatos e coisas acabarem me esmagando, antes mesmo de saber o que são. Tudo o que eu sei é que elas são grandes e perigosas. Perigosas por quê, pode me dizer? Perigosas porque eu não as compreendo. As coisas que não conhecemos sempre nos parecem perigosas, para que nos controlemos diante do que vemos e fazemos.
Mas que mal aqueles conhecimentos poderiam me fazer? Eram charadas, fatos e coisas que aconteceram antes de eu nascer e que sobrevivem até hoje, ora. Conhecimentos não vão me engolir ou esmagar. Elas vão me 'engrandecer', porque acredito que o maior bem que você possui é o seu conhecimento. E por que você vai negar uma coisa que te faz bem? Te digo então que o que me esmaga é o medo.
Fui em frente, então. O que quer que o mundo tivesse a me contar. Se tive medo ao ler aquelas coisas? Tenho até hoje, até agora. Tenho medo porque não conheço os mistérios da vida e da morte. E por isso vou continuar investigando até perder o medo. Talvez eu não chegue a descobrir tudo, mas o caminho que terei percorrido será enorme [e já é, se quer saber!] será o suficiente para me libertar. Me libertar do medo e por fim, da ignorância. Porque é ISSO o que ele quer. Ele quer que o mundo seja LIVRE. E é isso o que estamos buscando, afinal. Aprendi que a liberdade só é boa quando você se habitua à verdade. Porque quando você se vê livre, você sente falta de algo, de algemas por exemplo, que te prendiam, mas te davam segurança, segurança essa à qual você se acostumou e foi afiando com o tempo. Tenho que me libertar dessas algemas o mais cedo possível para que tenha o maior tempo possível de afiar a minha nova segurança, a segurança autêntica e verdadeira, que não é da parte dos outros, mas de mim, que construirei como construí aquela falsa segurança. Aí então serei livre, pois não só terei a minha própria vida, mas terei minha própria SEGURANÇA. É essa segurança que vai me mostrar a verdade. A verdade que o mundo guarda e ao mesmo tempo procura.
Porque agora eu sei...
"It's all for L.O.V.E."



"In what will go down on HIStory as the greatest demonstration for FREEDOM!"

THIS is IT!


O medo do desconhecido II

Escrever dói porque pensar dói. Então escrever dói duas vezes, porque penso no que estou pensando e penso no que estou escrevendo. Não consigo nem respirar direito, de tanto medo que estou sentindo. Medo de dormir. Medo de acordar. medo de ligar a TV e ver a imagem dos haitianos. Medo de ver a rua vazia lá fora. Medo de voltar a ler o que eu estava lendo e que me assustou tanto. Ou, como diz Clarice Lispector em "A Paixão Segundo G.H.":

"...mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser?"

Todos nós temos medo do que não conhecemos. É isso o que pondera [e controla] a nossa vida, é algo que temos desde crianças e temos de aprender a superar. Eu não aprendi. E não estou falando de pesadelos e bichos-papões. Estou falando do meu cotidiano.
Porque eu não vivo o que não conheço. Isso é bom de certa forma, mas reconheço que isso deixa a minha vida limitada. Quantas oportunidades e diversões eu já perdi por causa do meu medo, às vezes um medo banal, de dizer ou fazer algo pequeno, mas que faria toda a diferença?
E é isso o que eu estou querendo tirar. É isso o que os outros querem que eu tire para que eu não me incomode e por fim incomode os outros. Porque o medo é algo contagioso, e se não for medo puro, logo se transformará numa mistura de raiva e incompreensão alheia. O medo puro traz pena e repreensão. Mas medo puro quase não há, exceto bem lá no fundo do coração, que só a gente ou nossas mães reconhecem.
O meu medo que os outros conhecem não é puro, por exemplo. O medo de perder alguém está misturado com o ciúme; o medo do jeito de alguma pessoa [se ela é diferente, fala diferente ou se veste diferente] se mistura ao preconceito e repugnância.
O medo puro é aquele medo de criança, medo de coisas fantasiosas e não-realistas, que são superados com o tempo ou só crescem, dependendo de como voce convive com esse medo. Esse tipo de medo eu já falei no post anterior.
Uma coisa que eu pensei agora: o medo não-puro pode resultar à ignorância. Talvez por isso eu e tantas outras pessoas temos sido tão ignorantes uns com os outros, não por ignorância pura [porque ela é um resultado e não um sentimento 'livre'], mas por medo [im]puro, como se alguém fosse uma doença contagiosa. Mas não! A ignorância resultante é que tem sido contagiosa. Um dos maiores males cotidianos [como se precisássemos descobrir mais um! Mas também, se não descobríssemos, seria também um tipo de ignorância, pois é algo que não 'queremos' enxergar, e está aí acontecendo, comigo e com você].
Mike quis me alertar sobre isso, não diretamente é claro, mas através de muitas coisas, fatos e pessoas, tudo num grande quebra-cabeça. Tenho que agradecer a ele por ter abrido os olhos de muitas pessoas, que finalmente ajudaram a abrir os meus. Ele quer me tirar da ignorância. Ele quer que eu não tenha mais medo.
Talvez por isso eu esteja com meu coração tão apertado de medo, pois é como estou me sentindo agora. Sinto que estou nos meus momentos finais de medo [não que não vá demorar a me livrar disso, mas é como o começo de uma quimioterapia, que é longa e dolorosa, mas de certo modo benéfica].Tenho lido muitas coisas, passagens bíblicas, hoaxes, mortes mal-resolvidas, símbolos e coisas sinistras para entender o que está acontecendo com o mundo e o que ainda vai acontecer, para que eu esteja preparada para o que vier. Me chame de louca, mas não diga que o que estou fazendo é inútil. Eu estou trabalhando, estou ME trabalhando.
Tudo o que tenho lido até agora desde o dia 25 de junho [sim!] é um aprofundamento de todas aquelas coisas das quais tinha medo nos meus 9 anos de idade. Estive lendo com medo, e me perguntei se valia a pena enfrentar. É claro que vale. São coisas que estão acontecendo à minha volta e não posso ignorar.

O medo do desconhecido.

Ainda me lembro de tapar os ouvidos assim que ouvia uma reportagem qualquer sobre ETs no Fantástico, de chorar e implorar aos céus para parar de chover, de esconder o rosto no travesseiro assim que via o Diabo do filme 'O Auto da Compadecida' e de passar bem longe da Bíblia Sagrada e mais ainda do livro do Apocalipse. Ainda me lembro do meu enorme medo de morrer, de como esse medo descontrolado me incomodava e me impedia de fazer as coisas mais banais, como simplesmente ir à praia, só porque havia uma nuvem negra no céu. Eu odiava chuvas, eu odiava morros, odiava escadas, ônibus que andavam rápido, aviões e figuras sobrenaturais. Eu odiava a morte.
Me surpreendo até hoje como é que uma criança bem-criada como eu [sem pais que me espancaram ou morreram cedo ou viver em favelas e lugares de risco, por exemplo] pôde pensar tanto em morte, sem motivo pra isso. Eu era uma criança muito medrosa, e não conseguia nem me mexer quando via muros com citações do Apocalipse pelas ruas dizendo 'o fim está próximo!'. Eu não entendo o motivo para tanto medo.
Isso aconteceu entre os 8 e 9 anos, quando eu descobria o que era bom e ruim, o que era perigoso ou não, entendi que pessoas morriam o tempo todo. Com o tempo isso foi passando, mas é claro que deixou muitas marcas. Traumas não, pois aprendi a superar; ontem mesmo eu estava pesquisando umas coisas na Bíblia [coisa que eu nem me atrevia a fazer com medo dela emitir algum tipo de magia ou sei lá, coisa de criança], mas deixou marcas e uns pensamentos negativos em minha cabeça.
Uma das marcas foi, o que descobri de uns meses pra cá, é o medo do desconhecido. Tenho trabalhado esse meu lado medroso dia após dia, mas essa metamorfose dói tanto que, vendo certas coisas à minha volta, deixam até minha respiração desconfortável. Mas eu não posso desistir. Eu sinto que tenho que estar preparada para tempos piores, para não sofrer mais.
Mas voltando ao medo do desconhecido: eu ainda tenho medo de escuro. Eu sei que devia ter aprendido a superar isso, mas não consigo, por pura falta de confiança. Eu não acredito, eu não CONFIO que, quando eu fechar os olhos, não terá algum vulto de capuz em volta da minha cama, ou dez, cem desses vultos, prontos para me pegar e me matar [?]. Fecho os olhos por um minuto e logo os abro, 'esperando' ver algum impostor pronto para me levar sei-lá-para-onde. Faço isso uma cem vezes, para depois, sabe-se lá como, finalmente dormir.
Eu tenho a teoria de que, quando você acredita em algo, esse algo realmente existe [e vice-versa], pois TUDO nessa vida é psicológico. Então, penso que se eu acreditar firmemente na existência do bicho-papão, eu vou começar a vê-lo em todo lugar no meio do escuro, e então pronto, ele está lá, ele existe. O problema é que eu sou uma pessoa fraca demais, com a confiança fraca demais, para acreditar mais numa teoria que, apesar de certa, foi aceita muito recentemente na minha mente, enquanto o medo está instalado em mim há mais de seis anos.
Mas um dia eu vou superar o medo do escuro. Eu sei que vou. Eu sei que TENHO que superar essa 'bobagem'. Até porque, a gente tem é que ter medo dos vivos, que estão por aí nos assombrando de verdade. Não que eu não tenha acessos de loucura às vezes, e penso que há um ladrão com uma faca na não ao lado da minha cama. Ou dois, três deles. Aí é que eu não durmo mesmo, só quando amanhece, pois 'quando há luz... não há trevas'.
E sobre morrer? Não sei. Morrer é um 'medo do desconhecido' também, mas é um mistério tão grande que não consigo nem pensar direito sobre morte. É como se por enquanto ela não existisse, mas sei que ela está aí, quieta, o mais próxima ou longe possível. E também porque eu penso que morrer é como uma etapa da vida que a gente vai ter que enfrentar, e se temos que enfrentar, não vai ser em vão. Ruim é viver em vão. Se eu morrer, eu morri. Não sentirei mais dor. Então não deve ser tão ruim assim. Pior é viver eternamente com dor. Além disso há aquela famosa possibilidade de reencarnação. Mas isso resolveremos depois, lá com o nosso Pai. Não cabe a mim pensar nisso agora.
Se bem que tenho pensado muito sobre morte. Não a minha, mas a de todos. Do que eu vou fazer se cada um daqueles que eu amo morrer. E os que já morreram. E os que ainda vão morrer, os que estão em risco, aqueles desgraçados haitianos que não tiveram oportunidade de ter uma vida fácil, brigam pela vida, mas aposto que aceitam a morte como uma cura, uma forma de fazer desaparecer a dor que sentem desde que nasceram. Isso me deixa tão mal. Os que vivem mal e morrem mal.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Esperando a Reforma

Tô esperando o pedreiro, o marceneiro, o eletricista e o decorador voltarem de férias pra resolver essa branquidão sem-graça. Se Deus quiser teremos uma linda interface chegando por aí. Oremos...

Para Bento Santiago... que no fundo é um belo de um Escobar.

Sim, eu o temo. Tenho um profundo medo de você. Mas o meu medo é de te perder, e por causa dos meus espinhos, que já te machucaram tanto.
Você disse que eu tinha uma escolha. Eu escolho VOCÊ. Mas não sei se essas suas opções durarão muito tempo. Não sei se você será o mesmo. Tenho medo de que não seja mais, mas tenho mais medo ainda de que ainda seja.
Estou com medo, tanto medo, tanto medo. Medo de tudo. Medo de te perder, medo da sua presença, medo de suas palavras, medo dos seus olhos, medo do que você tem a dizer, medo do seu silêncio, medo.
Mas talvez não seja medo de você. Seja medo de mim. Medo de te machucar de novo. Medo de manter minha boca aberta por mais de um minuto, minuto crucial entre dizer uma palavra que o fira e não dizer. Medo do que vou dizer quando te encontrar. Medo do que vou dizer depois de te encontrar. Medo de te encontrar.
Mas não pense que estou melhor longe de você. As dúvidas, os medos e as especulações correm a madrugada afora. O que você está fazendo. O que você está pensando. O que você está TRAMANDO. Não sei se a espera é pior ou melhor, ora ela é tranquilizadora, ora ela é aterrorizante.
Tenho vontade de te ligar só para ouvir a sua voz ou te escrever só para ver a cor e a forma da sua fonte e seus trejeitos. O modo de escrever e pensar. Eu sorrio quando me lembro de você sorrindo. Bem, eu sorrio quando me lembro de você até brigando comigo. Brigava porque queria que eu fosse melhor para você e melhor para mim. Mas eu não consegui. Eu não consegui mudar nem por você, nem por mim.
Você disse que, quando eu voltasse, eu estivesse mudada. Eu não sei se mudei. Não sei mesmo. Tenho vontade de lhe falar só para te mostrar que sim, afinal o 'mudar' seria a superação daquela velha história de tomar a iniciativa. De ter algo a dizer. Mas 'mudar' também é um monte de coisas. Será o modo de falar, de agir, de criticar. E não sei se mudei. Tenho medo de descobrir que não. E minha ânsia de descobrir que sim infelizmente é menor que a coragem de dizer qualquer coisa. Não sobre começar. Sobre como prosseguir.
Tenho medo de não te ver mais, também. Ver aquele seu olhar distante que me dá muito medo. Tenho medo também de ver seu olhar sobre mim. Eu não quero que você me olhe. Às vezes queria que você esquecesse quem eu sou. Eu não pareço ser para você, mas forçamos e dizemos que sim. Pra quê forçar mais? Tenho medo de não conseguir ser para você. Tenho medo de ter medo e fazer alguma coisa errada, qualquer coisa. Tenho medo de não fazer nada, ficar estática, sair correndo ou simplesmente cair no choro. E você não vai me abraçar. Eu sei que não vai.
Então eu devia te abraçar, sem me importar se você me abraçar de volta. Tenho saudade daquele abraço que você me deu [um de poucos, mas que para mim é único]. Ele era seguro, eu sentia cheiro de confiança, que eu nem sei se existe mais.
Ou então não fazer nada. Fazer tudo. Fazer nada. Eu não sei como você estará quando estivermos lá. Mas eu sei como eu estarei. Com o coração na boca, cujo maior desejo dele seria te abraçar, pedir perdão e dizer que haveria de suportar tudo, tudo, para tê-lo, ainda que só tentasse. E que você visse. Que você acreditasse que tudo isso seria verdade, para que então EU acreditasse nessa verdade, porque o que digo aqui é tudo aquilo que eu tive um ano para fazer e não fiz. E não sei se você é homem de segundas chances. Eu acredito que não, mas rezo que sim. Para que, quando você acreditar em mim, eu acredite que você confia em mim, e que essa confiança me fortaleça e ajude a te fortalecer também. Porque é isso o que eu quero, 'só' isso o que eu quero.

'And it's gonna be our last memory,
And it's led me on, and on, to you. You.'

...

Porque agora sim, me sinto em um verdadeiro pesadelo. Porque agora sim, estou realmente sozinha. Porque agora sim, eu não tenho escapatória, eu não tenho rumo, eu não tenho nada. Porque eu não tenho ninguém.
Eu tinha um porto seguro. Se foi uma boa ideia? Acho que não. Você não deve se agarrar a um só pedaço de corda, ele é muitas vezes insuficiente. A verdade é que eu não devia ter me agarrado a corda nenhuma. Eu devia ter continuado a abraçar a solidão e andar de mãos dadas com ela, ela era a minha amiga, a amiga verdadeira que nunca me abandonaria.
Mas eu a desobedeci. Eu a desmereci. Eu me mal-acostumei. Fui má com ela, eu a abandonei, e agora ela está de volta, sendo má comigo. Não, eu não a quero de volta. Eu não preciso dela. Eu preciso dos outros. Eu preciso de vozes. Eu preciso de carne e osso. Eu preciso de abraços, beijos, bilhetes escritos à mão.
Mas tudo o que eu tenho agora é um grande vazio. Como se todos os sorrisos fossem vazios, e o sentimento de que eu não mereço nenhum beijo que seja. Porque a solidão agora me beija, me abraça, me acolhe. Mas eu não quero. Não quero.